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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A HISTÓRIA DOS LOLARDOS- PARTE II John Huss e os lolardos



Estudantes que vinham da Boêmia para estudar em Oxford foram fortemente influenciados pelos ensinamentos deixados por Wycliffe e tomaram conhecimento dos lolardos, pois apesar da perseguição alguns ousavam ensinar abertamente contrariando os editos de Thomas Arundel. A partir de Oxford, os ensinamentos de Wycliffe atravessaram as fronteiras e fizeram outro mártir em Praga, João Huss, sobre quem escreveremos à parte. O diretor da universidade de Oxford Willian Taylor dispôs-se a divulgar as idéias dos lolardos na Catedral de St. Cross em 1406. Quem mais trabalhou neste sentido, no entanto foi um jovem de nome Peter Payne que estudava em Oxford desde o início do século e tornou-se seguidor das idéias de Wycliffe. Parece ter sido ele que, em 1406 enviou escritos de Wycliffe em nome da universidade de Oxford para a universidade de Praga como sendo um documento oficial. De boa fé o documento foi recebido em Praga e usado por João Huss para defender os ensinamentos de Wycliffe, o que levantou suspeitas do bispo Arundel que convocou uma reunião em Oxford em 1407 (G.H.W. Parker em seu livro The Morning Star Paternoster, Inglaterra p 65).
Como águas que correm nos subterrâneos para depois emergir formando novamente o leito do rio, assim foram os ensinamentos de Wycliffe. Eram tão fortes na Inglaterra que em 1394 eles apresentaram uma petição ao Parlamento contendo as Doze Conclusões. Nelas, expunham que a Igreja Romana era a madrasta da igreja da Inglaterra, que muitos padres ordenados pela igreja não haviam sido ordenados por Deus; condenaram as peregrinações, a missa, a transubstanciação, as imagens, o uso de cruzes, o incenso, a confissão e as indulgências inventadas para o enriquecimento do clero. Para eles a igreja católica se corrompera lidando com assuntos temporais, e sem autoridade de argumentar que era a verdadeira herdeira da fé apostólica. Parte da corrupção consistia em se fazer orações pelos mortos. Os lolardos criam no sacerdócio de todos os santos e desafiavam a igreja a provar que tinha autoridade de nomear um sacerdote. As Doze Conclusões denunciavam ainda a guerra, o aborto e a pena de morte.

Apesar de perseguidos, os cristãos mantiveram-se firmes na fé e contribuíram grandemente para a reforma que viria mais de um século depois.

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